azeite San Paolo impróprio
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária determinou o recolhimento imediato do lote 260289 do azeite de oliva extravirgem da marca San Paolo, considerado impróprio para consumo humano. A medida foi anunciada nesta terça-feira (26) após análises laboratoriais confirmarem que o produto contém mistura de outros óleos vegetais em sua composição, o que caracteriza fraude alimentar.

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Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, amostras do lote foram coletadas e submetidas a testes que comprovaram a adulteração do produto.

A mistura de óleos mais baratos em azeites extravirgens é uma prática ilegal e prejudica diretamente o consumidor, que paga um valor mais elevado por um produto que não entrega o que promete.

Com base nos resultados laboratoriais, a fiscalização do Mapa determinou a retirada imediata do lote do mercado, impedindo a continuidade da comercialização do produto adulterado.

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Consumidores que adquiriram o azeite San Paolo do lote 260289 não devem consumir o produto. O recomendado é verificar o número do lote na embalagem e acionar o estabelecimento onde a compra foi realizada para solicitar a devolução ou reembolso.

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A fraude em azeites não é um problema novo no Brasil. O país figura entre os maiores consumidores do produto no mundo, e a adulteração com óleos vegetais de menor custo, como o de soja ou de girassol, é uma irregularidade recorrente no setor.

Além do prejuízo financeiro, a mistura pode representar risco à saúde de pessoas com alergias ou restrições alimentares que consomem azeite justamente para evitar outros tipos de gordura.

O Ministério da Agricultura e Pecuária não divulgou o número total de unidades afetadas nem os estados onde o produto foi comercializado, mas a determinação de recolhimento tem abrangência nacional.

Denúncias sobre irregularidades em alimentos podem ser registradas pelo canal oficial do Mapa ou pelo sistema do Serviço de Atendimento ao Consumidor do Procon do seu estado. Guardar a nota fiscal facilita o processo de devolução e eventual acionamento do fornecedor.

A fiscalização de alimentos no Brasil é compartilhada entre o Ministério da Agricultura, responsável por produtos de origem animal e vegetal no campo e na indústria, e a Anvisa, que atua na vigilância sanitária de alimentos industrializados nas prateleiras. Ações como essa reforçam a importância do monitoramento contínuo para proteger o cidadão de produtos fraudulentos.

Redação IA Dinheiro

Redação IA Dinheiro

Equipe editorial dedicada a explicar decisões do Estado, traduzir políticas públicas e orientar cidadãos sobre como acessar seus direitos e benefícios sociais.

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