dinheiro esquecido PIS Pasep
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil iniciam nesta quinta-feira, 25 de junho, a liberação de um novo lote de valores esquecidos do antigo Fundo PIS/Pasep. O dinheiro pertence a trabalhadores que contribuíram para o fundo entre 1971 e 1988 e nunca sacaram o saldo, e pode ser consultado ainda hoje, sem sair de casa.

continua depois da publicidade

Quem tem direito são os próprios cotistas, seus herdeiros ou dependentes legais. Os valores variam conforme o tempo de contribuição e a correção acumulada ao longo das décadas. Em alguns casos, famílias chegaram a receber quantias superiores a R$ 10 mil sem nem saber que existia esse direito.

Por que tantas pessoas ainda não sacaram?

O Fundo PIS/Pasep foi extinto em 1988 com a Constituição Federal, mas os saldos de quem contribuiu durante o regime militar permaneceram depositados. O problema é que boa parte dos trabalhadores da época nunca foi notificada de forma eficaz: muitos morreram sem sacar, deixando o valor para os herdeiros, que também desconheciam a existência do benefício.

continua depois da publicidade

Segundo dados do governo federal, bilhões de reais ainda estão disponíveis para saque e não foram reclamados. A cada novo lote liberado, os bancos tentam localizar os titulares ou seus descendentes, mas o processo depende, em grande parte, da iniciativa do próprio cidadão.

Como consultar agora mesmo

A consulta pode ser feita de forma rápida e gratuita por dois caminhos, dependendo do vínculo do trabalhador:

  • Caixa Econômica Federal — para quem trabalhou no setor privado e contribuiu para o PIS. O canal é o aplicativo Caixa Tem, o site oficial da Caixa ou qualquer agência.
  • Banco do Brasil — para quem foi servidor público e contribuiu para o Pasep. A consulta é feita pelo site do Banco do Brasil ou em uma agência.

Nos dois casos, é necessário ter o CPF em mãos. O sistema mostra se há saldo disponível e qual o valor aproximado a receber.

Para herdeiros, o processo exige documentação adicional, como certidão de óbito do titular e documentos que comprovem o vínculo familiar. Dependendo do valor, pode ser necessário um alvará judicial. Vale procurar diretamente uma agência para orientação específica sobre cada situação.

Leia Mais

O que fazer ao confirmar o saldo

Se a consulta mostrar que existe dinheiro a receber, o próximo passo é comparecer a uma agência da Caixa ou do Banco do Brasil com documento de identidade com foto e CPF. Para herdeiros, a lista de documentos é maior: o banco informa o que é necessário no momento do atendimento.

Não existe prazo para o saque, mas especialistas em direitos trabalhistas recomendam não deixar para depois. Quanto antes o trabalhador ou seu herdeiro acionar o processo, mais rápido o dinheiro cai na conta.

Vale a pena verificar mesmo sem certeza

Muitas pessoas descartam a possibilidade por acreditar que nunca contribuíram para o fundo. Mas o PIS/Pasep era descontado automaticamente da folha de pagamento entre 1971 e 1988: qualquer pessoa que tenha trabalhado com carteira assinada ou como servidor público nesse período pode ter saldo esquecido.

Filhos e netos de trabalhadores dessa geração também têm tudo a ganhar ao fazer a consulta no lugar dos pais ou avós que já faleceram. O processo é simples, gratuito e pode resultar em uma quantia relevante que, tecnicamente, já pertence à família há décadas.

A consulta leva menos de dois minutos. Se o dinheiro existir, ele é seu por direito, e agora é possível saber isso antes de terminar o dia.

Fontes consultadas: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/06/25/novo-lote-de-valores-esquecidos-do-antigo-fundo-pispasep-comeca-a-ser-liberado-hoje-saiba-se-tem-direito.ghtml

José Carlos Sanchez Jr.

José Carlos Sanchez Jr.

Jornalista dedicado a explicar decisões do Estado, traduzir políticas públicas e orientar cidadãos sobre como acessar seus direitos e benefícios sociais.

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Ainda não há comentários nesta matéria.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima