fim da escala 6x1
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) declarou nesta quarta-feira (20) que o governo não aceitará negociar emendas à PEC do fim da escala 6×1 que resultem em aumento da jornada de trabalho ou em desoneração da folha de pagamento como contrapartida às empresas, rejeitando de forma direta propostas apresentadas por parlamentares da oposição.

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“Esse tipo de compensação, desoneração da folha, não há espaço para este tipo de negociação”, afirmou Hilton, ao reforçar que o único objetivo da PEC é garantir um dia a mais de descanso ao trabalhador brasileiro.

A deputada respondeu diretamente a uma emenda do deputado Sérgio Turra (PP-RS), que já reúne 176 assinaturas e propõe que o fim da escala 6×1 entre em vigor apenas dez anos após a promulgação da emenda constitucional.

Para Hilton, a transição pode ser discutida com medidas específicas. Ela citou a possibilidade de isenções tributárias pontuais e o fortalecimento das convenções coletivas por setor como alternativas para evitar impactos negativos na economia durante a mudança.

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A deputada também rebateu o argumento de que a redução da jornada prejudicaria pequenos empresários. Segundo ela, são os grandes grupos econômicos, e não os pequenos empreendedores, os responsáveis pela pressão para dilatar o prazo de transição para uma década.

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Os dados do Dieese reforçam a posição da parlamentar. A entidade estima a criação imediata de mais de 3 milhões de novos postos de trabalho após a aprovação da redução da jornada, além de benefícios diretos para as empresas, como queda nos erros operacionais e redução do absenteísmo causado por esgotamento.

“Quando elas têm menos trabalhadores doentes, menos trabalhadores errando por causa da jornada exaustiva, isso significa, no fim do dia, lucratividade”, destacou Hilton.

O cenário político ao redor da PEC segue tenso. O parecer do relator foi adiado nos últimos dias em meio à pressão de deputados favoráveis à transição de dez anos, o que coloca a votação em compasso de espera no Congresso.

Para milhões de trabalhadores brasileiros que cumprem a escala 6×1, especialmente em setores como comércio, saúde e segurança, a aprovação da PEC representa uma mudança concreta na rotina e na qualidade de vida. A definição do calendário de votação ainda depende de acordos internos na Câmara dos Deputados.

Redação IA Dinheiro

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Equipe editorial dedicada a explicar decisões do Estado, traduzir políticas públicas e orientar cidadãos sobre como acessar seus direitos e benefícios sociais.

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