reserva de emergência
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Ter uma reserva de emergência é a base de qualquer planejamento financeiro sólido, e o ponto de partida é simples: some todas as despesas fixas mensais — aluguel, supermercado, energia e transporte — e multiplique esse valor pelo número de meses recomendado para o seu perfil. A construção desse colchão financeiro protege trabalhadores e famílias contra imprevistos sem recorrer a empréstimos caros.

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Para assalariados com renda estável, o recomendado é acumular entre três e seis meses do custo de vida. Autônomos, freelancers e pequenos empresários devem mirar de seis a doze meses, dado o maior risco de interrupção de renda.

O primeiro passo, antes de começar a poupar, é organizar as finanças e quitar dívidas em aberto. Viver um pouco abaixo do padrão de consumo da renda líquida é condição fundamental para que sobre dinheiro todo mês.

A estratégia mais eficaz é “pagar a si mesmo primeiro”: ao receber o salário, separe imediatamente o valor destinado à reserva, sem esperar o fim do mês para ver se sobra alguma coisa. Esse hábito evita que o dinheiro seja consumido no dia a dia.

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Na hora de escolher onde guardar o valor acumulado, dois critérios são inegociáveis: segurança e liquidez diária, ou seja, a capacidade de resgatar o dinheiro a qualquer momento, sem perda de rendimento ou prazo de carência.

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O Tesouro Selic, título público federal, é apontado como uma das opções mais seguras, pois conta com garantia do governo federal e acompanha a taxa básica de juros, oferecendo proteção contra a inflação.

A poupança também oferece liquidez diária e é popular entre os brasileiros, mas sua rentabilidade é limitada e costuma ficar abaixo de outras alternativas disponíveis no mercado hoje.

CDBs com liquidez diária de instituições financeiras sólidas podem render até 100% do CDI e são considerados seguros dentro do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC. Algumas fintechs já oferecem esse tipo de produto sem cobrança de taxas.

Atingir o valor mínimo não significa parar de poupar. Especialistas recomendam continuar guardando regularmente e revisar o planejamento todo mês, ajustando as metas conforme mudanças na renda ou nas despesas fixas.

Com o salário mínimo em R$ 1.621 em 2026 e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 mensais, muitos trabalhadores passam a ter mais margem para destinar uma fatia da renda à reserva, tornando este um momento oportuno para iniciar ou ampliar o colchão financeiro da família.

Redação IA Dinheiro

Redação IA Dinheiro

Equipe editorial dedicada a explicar decisões do Estado, traduzir políticas públicas e orientar cidadãos sobre como acessar seus direitos e benefícios sociais.

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