Escolher o tipo de crédito certo pode fazer toda a diferença no bolso de quem precisa de dinheiro emprestado. As opções disponíveis no mercado brasileiro variam bastante em juros, exigências e riscos, e a decisão errada pode comprometer o orçamento familiar por anos — especialmente entre trabalhadores e aposentados de renda mais baixa.
Antes de liberar qualquer empréstimo, as instituições financeiras analisam três fatores: renda do solicitante, histórico de pagamentos e bens que possam servir como garantia em caso de inadimplência.
O cheque especial e o cartão de crédito estão entre as modalidades mais caras disponíveis no país. Especialistas recomendam usá-los apenas em emergências de curtíssimo prazo, quando há certeza de quitação rápida.
O empréstimo pessoal e o consignado cobram juros bem menores. O consignado, descontado diretamente na folha de pagamento ou no benefício do INSS, costuma ter as taxas mais competitivas do mercado para trabalhadores e aposentados.
O financiamento imobiliário é considerado, pelos bancos, o crédito de menor risco. O imóvel funciona como garantia da operação, o que permite juros mais baixos e prazos mais longos para pagamento.
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Especialistas alertam para uma armadilha comum: contrair dívidas longas para pagar despesas passageiras. O problema é simples — o consumo acaba, mas a parcela continua chegando todo mês.
Um exemplo prático: financiar uma viagem de férias em 36 parcelas significa pagar por algo que já ficou no passado por três anos inteiros, com juros embutidos corrigindo o valor original ao longo do tempo.
Para trabalhadores com carteira assinada, o empréstimo consignado privado pode ser uma alternativa ao crédito pessoal tradicional. Já para aposentados e pensionistas do INSS, o consignado previdenciário oferece, historicamente, algumas das menores taxas do mercado.
O teto do INSS em 2026 é de R$ 8.475,55, e o salário mínimo está em R$ 1.621,00. Esses valores influenciam diretamente o limite de crédito consignado acessível a beneficiários, já que o desconto não pode comprometer além do percentual permitido sobre o benefício.
A recomendação dos especialistas é sempre comparar o Custo Efetivo Total — o CET — antes de assinar qualquer contrato. Esse índice reúne juros, tarifas e encargos, mostrando o real custo da operação.
Crédito bem usado pode reorganizar finanças, quitar dívidas mais caras e até financiar projetos de vida. Mal utilizado, porém, aprofunda o endividamento e compromete a renda por anos. A escolha começa pela informação.










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