Cheque especial e cartão de crédito figuram entre as modalidades de empréstimo mais caras disponíveis no mercado financeiro brasileiro, e especialistas recomendam que sejam usadas apenas em emergências de curtíssimo prazo. A orientação ganha peso em 2026, quando o endividamento das famílias de baixa e média renda segue elevado e o acesso ao crédito fácil cresce.
Antes de liberar qualquer empréstimo, as instituições financeiras avaliam três fatores principais: renda do solicitante, histórico de pagamentos e existência de bens que possam servir como garantia.
Quanto maior a segurança oferecida ao banco, menores tendem a ser os juros cobrados. É por isso que o financiamento imobiliário aparece como a linha mais barata: o próprio imóvel garante a operação em caso de inadimplência.
O crédito consignado e o empréstimo pessoal ocupam uma posição intermediária. No consignado, as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento ou do benefício do INSS, o que reduz o risco de calote e, consequentemente, os juros.
O cheque especial e o rotativo do cartão de crédito ficam no extremo oposto: não exigem garantia, liberam o dinheiro de forma automática e, por isso, cobram as taxas mais altas do sistema.
O problema, segundo especialistas consultados, está no comportamento do consumidor. Muitas pessoas utilizam essas linhas para cobrir gastos do dia a dia — alimentação, transporte, contas básicas — sem perceber que estão acumulando uma dívida cara sobre necessidades que já foram consumidas.
A lógica é simples e perigosa: o consumo acaba, mas a parcela continua chegando todo mês, corroendo a renda futura.
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Para quem precisa de crédito, a recomendação dos especialistas é comparar as taxas antes de assinar qualquer contrato e priorizar modalidades com juros menores, como o consignado, especialmente para aposentados e pensionistas do INSS, que têm acesso a condições mais favoráveis.
Outra orientação importante é evitar contratar dívidas longas para cobrir gastos passageiros. Financiar uma viagem ou uma festa em 24 parcelas, por exemplo, significa pagar juros por dois anos sobre algo que durou alguns dias.
Quem já está endividado no cheque especial ou no cartão deve buscar a portabilidade de crédito, transferindo a dívida para uma linha com juros mais baixos, ou negociar diretamente com o banco uma taxa menor antes de parcelar o saldo devedor.
O planejamento financeiro, reforçam os especialistas, começa pela compreensão de que crédito não é renda. Usá-lo com consciência, conhecendo os custos e os prazos, é o que separa uma ferramenta útil de uma armadilha financeira difícil de sair.










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