Reportagem do famigerado “O Globo” (Malu Gaspar, sempre ela…), com base em documentos da Polícia Federal, dá notícia de que o “banqueiro” gastou pelo menos R$ 11,9 milhões, em valores de 2024, em uma sequência de eventos luxuosos em Nova York para entreter políticos e autoridades brasileiras. As despesas incluem degustação de uísques e charutos, jantar em restaurante badalado e uma festa com mulheres russas e ucranianas vestidas com fantasias prateadas, episódio que ficou conhecido como a “noite das astronautas” (Brasil 247, 03 de julho de 2026).
Primeiramente, a cifra chama a atenção novamente, posto que o sujeito já havia gastado horrores com a festa de noivado na Itália dentre outros gastos expressivos em convescotes, etc. De duas uma: parecia não ter “noção de dinheiro”, como se diz popularmente, ou, mais provável, gastava sabendo que tudo vinha do ilícito e, dessa forma, não dava mesmo valor ao dinheiro amealhado.
Em segundo lugar, nota-se que tudo era em troca de favores, de evitar que a máfia caísse, razão pela qual não media esforços pra satisfazer os desejos de seus protetores. Isso parece óbvio demais.
Mas o que chama atenção também é a “jequice” dessas festas, dessas farras, não pela qualidade das bebidas, das comidas e, supõe-se, pela beleza das mulheres contratadas paras as festanças, mas sim por um motivo muito simples e pouco explorado pela mídia em geral.
A maior “jequice” – e os protagonistas, além do próprio Vorcaro, não estão nem aí pra isso – refere-se à incapacidade de sentir um mínimo de compaixão pela pobreza!
É certo afirmar que acarretou prejuízo também a seus clientes/investidores de boa-fé, os quais não se incluem nessa condição, mas, muito mais fundo, esses sim, os pensionistas que tiveram prejuízo ao verem seus fundos de pensão malversados, assim como os próprios pensionistas do INSS.
O Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa (Michaelis) define “jequice” (sf) como: 1 Ato ou dito próprio de jeca. 2 POR EXT Característica ou condição do que é cafona; cafonice.
E cafona, no caso, é o fato de o banqueiro mafioso e sua “clientela” de políticos e autoridades terem se sentido à vontade, o primeiro, para se locupletar e gastar um dinheiro que julgava sem limites, os outros, para serem “merecedores” dos “mimos” arrumados e patrocinados pelo sujeito.


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