Um psicólogo de 28 anos que atuava no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Caroebe, no Sul de Roraima, foi preso suspeito de aplicar golpes financeiros contra ao menos três idosos que buscavam ajuda com benefícios sociais, prova de vida e emissão de documentos. O prejuízo total ultrapassa R$ 20 mil.
As vítimas, com idades de 59, 61 e 68 anos, entregavam voluntariamente os celulares e as senhas ao profissional, acreditando estar recebendo atendimento legítimo do serviço público.
Aproveitando-se da confiança, o suspeito realizava transferências e agendamentos de Pix sem autorização, desviando os valores para contas de terceiros, incluindo a conta do próprio irmão.
A vítima mais prejudicada sofreu perda de R$ 18 mil em transferências não autorizadas. As outras registraram prejuízos de R$ 3 mil e R$ 900, respectivamente, totalizando o rombo identificado até o momento pela Polícia Civil de Roraima.
O caso veio à tona após a denúncia do Pix de R$ 3 mil. O suspeito foi conduzido à unidade policial na quinta-feira, 21 de maio, mas tentou fugir do município. Agentes da Polícia Civil o interceptaram a bordo de um ônibus, ainda em território de Roraima, na região da Vila Nova Colina.
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Após a prisão, as investigações da Polícia Civil identificaram as outras duas vítimas e confirmaram o padrão de atuação do suspeito: explorar a vulnerabilidade de idosos que dependem de serviços públicos de assistência social.
O preso foi encaminhado à unidade policial e submetido à audiência de custódia no sábado, 23 de maio, conforme os procedimentos legais para flagrantes e prisões preventivas.
O episódio expõe um risco grave para cidadãos que utilizam equipamentos públicos como o Cras: a entrega de celulares e senhas a qualquer pessoa, mesmo que seja um profissional do serviço, nunca deve ser feita sem supervisão ou necessidade comprovada.
Idosos e beneficiários de programas sociais estão entre os grupos mais visados por golpes financeiros no Brasil. Nenhum servidor público, seja do Cras, do INSS ou de qualquer outro órgão, tem autorização para solicitar senha de celular ou realizar transações financeiras em nome do cidadão durante um atendimento. Em caso de suspeita de irregularidade em atendimentos do Cras, a orientação é registrar boletim de ocorrência e acionar a Ouvidoria da Assistência Social do município ou do estado.










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