Carlos Alberto Parreira UTI
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O homem que ergueu a taça da Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos e colocou o Brasil no topo do futebol mundial pela quarta vez está travando agora a batalha mais difícil de sua vida. Carlos Alberto Parreira, 81 anos, segue internado em estado grave em uma UTI no Rio de Janeiro, com suporte de aparelhos. A notícia mobilizou o país e reacendeu a memória de uma geração inteira que viveu o sonho do tetracampeonato ao lado dele.

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O que se sabe sobre o estado de saúde de Parreira

Parreira está internado no Rio de Janeiro com quadro clínico considerado grave pelos médicos. Ele utiliza aparelhos de suporte vital, o que indica comprometimento significativo de funções orgânicas. Até o momento, a família não divulgou detalhes sobre o diagnóstico específico, mas pessoas próximas confirmaram a seriedade da situação.

O técnico já havia enfrentado problemas de saúde nos últimos anos, mas a internação atual é descrita como a mais crítica. A equipe médica acompanha o caso com atenção constante, sem previsão de alta.

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Quem é Carlos Alberto Parreira

Para quem tem menos de 30 anos, o nome pode soar como história distante. Mas para o Brasil, Parreira é sinônimo de conquista histórica.

Nascido em 1943 no Rio de Janeiro, Carlos Alberto Parreira construiu uma carreira técnica que poucos treinadores no mundo conseguiram replicar. Ele comandou seleções de seis países diferentes em Copas do Mundo: Kuwait, Emirados Árabes, Arábia Saudita, África do Sul, Brasil e novamente Brasil. Um feito único no futebol internacional.

O auge veio em 1994, quando dirigiu a Seleção Brasileira na Copa dos Estados Unidos. Com Romário e Bebeto formando um dos ataques mais letais da história do torneio, o Brasil venceu a Itália nos pênaltis na final e conquistou o tetracampeonato mundial. Foi o fim de um jejum de 24 anos sem título e o início do que ficaria conhecido como a era do penta, consolidada seis anos depois.

Em 2006, Parreira voltou ao comando do Brasil na Copa da Alemanha, mas a seleção foi eliminada nas quartas de final pela França. Mesmo assim, seu legado como o técnico do tetra permanece inabalável.

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O que essa história tem a ver com benefícios e direitos

A internação de Parreira levanta uma questão que afeta milhões de brasileiros com mais de 60 anos: o acesso a cuidados intensivos de qualidade e os direitos garantidos ao idoso em situações de saúde crítica.

O Estatuto do Idoso, Lei nº 10.741/2003, garante atendimento prioritário e integral no sistema de saúde para pessoas acima de 60 anos. Isso inclui acesso preferencial a leitos de UTI no SUS, atendimento em caráter de urgência e a obrigatoriedade dos planos de saúde de cobrir internações em UTI sem limite de prazo — uma regra que muitos ainda desconhecem.

Se você tem um familiar idoso internado ou em situação grave, saiba que os planos de saúde não podem limitar o tempo de internação em UTI quando o quadro clínico assim exigir. Essa proteção está garantida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pode ser exigida formalmente caso o plano tente impor restrições.

Outro ponto importante: famílias de pacientes em estado grave têm direito a informações médicas claras e atualizadas, além de suporte de assistência social nos hospitais públicos e privados.

Um país torce junto

Nas redes sociais, torcedores, ex-jogadores e personalidades do futebol publicaram mensagens de apoio e recuperação para Parreira. O símbolo do tetra de 94, mais do que um técnico, representa um momento em que o Brasil parou e chorou de alegria.

A esperança agora é que ele consiga superar mais esse desafio, com a mesma garra que sempre pediu aos seus jogadores dentro de campo.

Fontes consultadas: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/parreira-segue-internado-em-estado-grave-e-com-auxilio-de-aparelhos/

José Carlos Sanchez Jr.

José Carlos Sanchez Jr.

Jornalista dedicado a explicar decisões do Estado, traduzir políticas públicas e orientar cidadãos sobre como acessar seus direitos e benefícios sociais.

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