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Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento anunciaram nesta sexta-feira (22) um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no orçamento federal de 2026. A medida foi provocada principalmente pelo crescimento acima do previsto nos gastos com o BPC e com benefícios previdenciários do INSS, obrigando o governo a cortar despesas consideradas não essenciais para respeitar o arcabouço fiscal.

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Somado ao bloqueio de R$ 1,6 bilhão já anunciado em março, o total retido no orçamento deste ano chega a R$ 23,7 bilhões.

O principal motor do aperto foi a projeção de gasto de R$ 14,1 bilhões a mais com o BPC e R$ 11,5 bilhões a mais com benefícios previdenciários do que o governo havia planejado no início do ano.

O BPC é pago pelo INSS a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de qualquer idade cuja renda familiar não ultrapasse 25% do salário mínimo por pessoa.

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“Estamos ajustando as projeções do BPC para garantir que a dotação seja compatível com essas projeções. Igualmente os benefícios previdenciários. Há uma projeção de aumento de R$ 11 bilhões e meio nos seus valores”, afirmou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Como os benefícios sociais e previdenciários são gastos obrigatórios — ou seja, não podem ser cortados —, o governo precisa compensar o estouro contingenciando as chamadas despesas livres dos ministérios.

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Essas verbas incluem obras, fiscalização ambiental, combate ao trabalho escravo e custeio geral da máquina pública. O detalhamento de quais pastas serão afetadas será publicado em decreto até o fim de maio.

O déficit primário projetado para 2026 também foi revisado para cima, de R$ 59,8 bilhões para R$ 60,3 bilhões, valor que já se aproxima do limite máximo permitido pelo arcabouço fiscal, considerando o abatimento de precatórios.

O arcabouço fiscal, aprovado em 2023, determina que o crescimento dos gastos públicos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais, isto é, acima da inflação do período anterior.

Para o cidadão que recebe BPC ou aposentadoria pelo INSS, a notícia traz uma certeza importante: esses pagamentos não serão interrompidos nem reduzidos, pois são protegidos por lei como despesas obrigatórias.

O impacto se concentrará em investimentos e serviços públicos que dependem das verbas livres, e que, em ano eleitoral, já tinham espaço estreito no orçamento federal.

Redação IA Dinheiro

Redação IA Dinheiro

Equipe editorial dedicada a explicar decisões do Estado, traduzir políticas públicas e orientar cidadãos sobre como acessar seus direitos e benefícios sociais.

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