BTG Pactual zera IOF em compras internacionais com cartões da conta nacional

Isenção vale para crédito e débito, é automática e sem limite de valor; cartões vinculados à conta internacional ficam de fora.

O BTG Pactual anunciou nesta segunda-feira (25) que zerou o IOF nas compras internacionais realizadas com cartões de crédito e débito vinculados à conta nacional. A medida chega em um momento em que o imposto, recentemente elevado para 3,5% nas operações de câmbio, vinha pesando no bolso de quem viaja ou faz compras em sites estrangeiros.

Prefere ouvir o artigo? Então aperte o play!

Como funciona o benefício

A isenção é automática e não exige nenhum tipo de cadastro. Basta usar os cartões nacionais do banco — como Platinum, Black, Ultrablue e TAP — para ter a cobrança do IOF eliminada.

O benefício não tem limite de valor: vale tanto para compras do dia a dia quanto para gastos mais altos, sempre respeitando o limite de crédito ou o saldo disponível na conta.

Segundo o BTG, a regra também se estende aos cartões adicionais. Já os plásticos vinculados à conta internacional não participam da campanha. A isenção é válida por tempo indeterminado, mas pode ser encerrada a qualquer momento.

Impacto para o consumidor

O corte no imposto faz diferença imediata. Para se ter uma ideia, ao comprar o equivalente a R$ 10 mil em moeda estrangeira, o custo do IOF teria subido de R$ 110 para R$ 350 com a nova alíquota.

Agora, com o IOF zerado, essa despesa simplesmente desaparece, representando uma economia significativa.

O que ainda pesa na conta

Apesar da boa notícia, é importante lembrar que o spread cambial continua valendo. No caso do BTG, o banco utiliza a cotação do dólar PTAX de venda, acrescida de cerca de 6% de spread.

Ou seja, mesmo sem o imposto, ainda existe um custo adicional na conversão que deve ser levado em consideração antes de optar pelo cartão como forma de pagamento internacional.

Vale a pena aproveitar?

Para quem costuma viajar ou comprar em sites estrangeiros, a medida traz alívio imediato. O cliente não precisa fazer nada: basta usar o cartão da conta nacional que a isenção será aplicada.

A recomendação é apenas comparar o câmbio efetivo — já que o spread pode variar — e avaliar se essa é a melhor opção frente a alternativas como contas internacionais ou remessas diretas.

Continue acompanhando o blog da IA do Dinheiro e fique por dentro de tudo o que acontece no mundo das finanças e investimentos.

José Carlos Sanchez Jr.

José Carlos Sanchez Jr.

Administrador de Empresas com MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atualmente é consultor financeiro e redator especialista em finanças.

Scroll to Top