O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, a incorporação do Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como novo protocolo nacional de rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde. A medida atende homens e mulheres assintomáticos com idade entre 50 e 75 anos em todo o país, de forma gratuita.
O exame apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar casos da doença, segundo o Ministério da Saúde, tornando-se a ferramenta mais eficaz já adotada pelo SUS nessa área.
O câncer colorretal é um dos tipos mais comuns no Brasil e, quando detectado precocemente, tem altas chances de cura. O rastreamento sistemático é considerado estratégia fundamental para reduzir mortes evitáveis.
O FIT funciona por meio da análise de uma amostra de fezes coletada pelo próprio paciente em casa, sem necessidade de preparo intestinal. O material é enviado ao laboratório para identificar sangue oculto, sinal precoce de alterações no intestino.
A simplicidade do procedimento é um diferencial importante para o público de baixa renda. Sem a exigência de jejum, sedação ou deslocamento para exames invasivos, a tendência é que mais pessoas adiram ao rastreamento.
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Com a nova política, unidades básicas de saúde em todo o território nacional deverão orientar os pacientes elegíveis sobre a realização do teste. O Ministério da Saúde não divulgou prazo exato para a implementação completa em todos os municípios.
A iniciativa integra o esforço do governo federal de ampliar a detecção precoce de cânceres pelo SUS, reduzindo a pressão sobre a rede de alta complexidade e os custos com tratamentos em estágios avançados da doença.
Para a população com 50 anos ou mais, a recomendação é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima e solicitar informações sobre o novo protocolo. O atendimento é gratuito e não exige plano de saúde.
O câncer colorretal afeta o intestino grosso e o reto. Fatores como alimentação pobre em fibras, sedentarismo, obesidade e histórico familiar elevam o risco. Segundo o Ministério da Saúde, a detecção na fase inicial aumenta significativamente as chances de tratamento bem-sucedido e sobrevida do paciente.
A adoção do FIT coloca o Brasil em linha com diretrizes internacionais de saúde pública, que já recomendam o exame como padrão de rastreamento em países de renda média e alta. A expectativa da pasta é que o novo protocolo contribua para queda expressiva na mortalidade por esse tipo de câncer nos próximos anos.


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