O Brasil registrou 3,06 milhões de novas empresas até julho de 2025, segundo dados do Mapa de Empresas do governo federal. O movimento mostra que, apesar de um cenário econômico ainda desafiador, o brasileiro continua apostando no empreendedorismo como alternativa de renda e mobilidade social.
Entre os municípios, todas as dez primeiras posições do ranking são ocupadas por capitais estaduais, reforçando a centralidade das grandes cidades na criação de negócios.
E mais: em quase todos os casos, o MEI responde por mais de dois terços das novas aberturas, mostrando o peso da formalização individual.
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- Manaus: empreendedorismo no coração da Amazônia
- Porto Alegre: tradição empresarial em adaptação
- Salvador: a força do MEI no Nordeste
- Goiânia: dinamismo no Centro-Oeste
- Fortaleza: o turismo como motor de negócios
- Curitiba: diversidade no perfil empresarial
- Brasília: serviços e alta formalização
- Belo Horizonte: ecossistema em crescimento
- Rio de Janeiro: protagonismo e desafios
- São Paulo: o gigante empresarial do Brasil
- Conclusão
Manaus: empreendedorismo no coração da Amazônia
Em décimo lugar aparece Manaus (AM), com 29.092 novas empresas abertas no período. O destaque está na forte presença de MEIs, que representam 80% dos registros.
No coração da Amazônia, a economia da capital mistura o polo industrial da Zona Franca com uma base crescente de pequenos negócios ligados ao varejo, à alimentação e a serviços cotidianos.
Apesar da pujança nas aberturas, Manaus enfrenta também desafios com as baixas, o que aponta para a fragilidade de parte desses empreendimentos. Ainda assim, o saldo líquido é positivo e reforça a resiliência do mercado local.
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Porto Alegre: tradição empresarial em adaptação
Na nona posição, Porto Alegre (RS) registrou 30.912 novas empresas, das quais 64,6% são MEIs — uma das menores proporções entre as capitais do ranking. Isso indica que, na capital gaúcha, a presença de sociedades limitadas e microempresas é relativamente maior.
O contexto de Porto Alegre revela um mercado mais maduro, com empreendedores buscando formalizações em estruturas jurídicas mais robustas.
Ainda assim, o volume de MEIs continua sendo expressivo, confirmando a tendência nacional de formalização individual.
Salvador: a força do MEI no Nordeste
Salvador (BA) aparece em oitavo lugar, com 37.998 aberturas e impressionantes 80,5% delas na forma de MEI. O dado revela a força do empreendedorismo por necessidade, muito presente em serviços e no comércio local.
O peso do turismo, da economia criativa e das atividades ligadas a eventos culturais ajuda a explicar esse dinamismo. Ao mesmo tempo, o alto índice de MEIs mostra como a formalização individual é a porta de entrada para milhares de trabalhadores informais.
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Goiânia: dinamismo no Centro-Oeste
Em sétimo lugar, Goiânia (GO) abriu 39.529 empresas no ano, com 72,6% de participação de MEIs. A cidade combina o crescimento do setor imobiliário e de serviços com a interiorização de cadeias de comércio e logística.
O empreendedorismo individual segue dominante, mas há sinais de diversificação com pequenas sociedades e negócios familiares em expansão.
Fortaleza: o turismo como motor de negócios
Na sexta posição está Fortaleza (CE), com 39.837 aberturas e 70,1% de MEIs. O turismo e a gastronomia são motores importantes para esse desempenho, assim como o setor de serviços pessoais.
O número mostra que a capital cearense mantém ritmo competitivo de geração de negócios, mesmo em um cenário de alto fechamento de pequenas empresas — tendência que acompanha a média nacional.
Curitiba: diversidade no perfil empresarial
Curitiba (PR) ocupa o quinto lugar com 52.117 novas empresas, sendo 65,2% MEIs. É uma das capitais com menor concentração nesse tipo jurídico, o que revela uma base empresarial mais diversificada.
Além dos serviços e do comércio, há espaço para startups de tecnologia, indústria de software e negócios ligados à inovação, reflexo do ecossistema de universidades e parques tecnológicos.
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Brasília: serviços e alta formalização
Na quarta posição, Brasília (DF) registrou 58.870 novas empresas em 2025, com 71% de MEIs. Como sede do governo federal, a capital concentra atividades de prestação de serviços, consultorias e empresas de apoio administrativo.
A taxa de formalização reflete a busca de profissionais autônomos por segurança jurídica e acesso a benefícios previdenciários, ao mesmo tempo em que o setor de tecnologia e serviços financeiros vem ganhando espaço.
Belo Horizonte: ecossistema em crescimento
Em terceiro lugar, Belo Horizonte (MG) soma 60.687 novas empresas, com 65,8% de MEIs. A capital mineira mostra um equilíbrio maior entre o microempreendedor individual e sociedades limitadas, resultado do crescimento de startups, bares, restaurantes e negócios ligados à economia criativa.
O saldo positivo das aberturas reforça a vitalidade do mercado de serviços e consumo na região metropolitana.
Rio de Janeiro: protagonismo e desafios
Na vice-liderança aparece o Rio de Janeiro (RJ), com 106.993 novas empresas até julho, sendo 79,3% MEIs. O peso do empreendedor individual é claro, especialmente em setores como alimentação, beleza, turismo e tecnologia.
No entanto, a cidade também se destaca pelo volume de baixas, o que evidencia um ambiente de negócios mais volátil. Ainda assim, o saldo líquido permanece fortemente positivo e mantém o Rio no pódio nacional.
São Paulo: o gigante empresarial do Brasil
No topo do ranking, isolada, está São Paulo (SP), com impressionantes 291.810 novas empresas, o que representa 9,5% de todas as aberturas do Brasil em 2025.
Embora 65,1% sejam MEIs, a diversidade jurídica é maior que em outras capitais, com espaço para sociedades limitadas, startups de tecnologia e até grandes corporações.
A capital paulista reflete a multiplicidade da economia brasileira: comércio, serviços, finanças, tecnologia e cultura. É também o maior polo de empreendedorismo formalizado do país, respondendo sozinha por quase 300 mil novos CNPJs em apenas sete meses.
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Conclusão
O ranking dos 10 municípios que mais abriram empresas em 2025 revela uma constatação importante: todas as posições são ocupadas por capitais. Isso reforça a centralidade das grandes cidades como polos de dinamismo econômico e inovação.
Outro destaque é a força do MEI, que responde por mais de dois terços das novas empresas em praticamente todos os casos, mostrando que a formalização individual continua sendo a principal porta de entrada para o empreendedorismo no Brasil.
Enquanto cidades como Salvador e Manaus dependem fortemente desse perfil, outras como Curitiba e Belo Horizonte já apresentam uma base empresarial mais diversificada.
No topo, São Paulo se mantém soberana, evidenciando a desigualdade regional, mas também o potencial do empreendedorismo como motor de desenvolvimento.
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