Investir em LCI ou LCA? Veja como escolher o melhor para seu perfil!

O LCI ou LCA são isentos de IR para pessoa física e contam com FGC; o que muda é o lastro, a oferta por bancos e o conjunto prazo–liquidez–remuneração

LCI ou LCA? Ambos são títulos de renda fixa emitidos por bancos para financiar, respectivamente, o setor imobiliário e o agronegócio. Eles são isentos de Imposto de Renda para pessoa física, possuem cobertura do FGC e costumam pagar um percentual do CDI. A melhor escolha depende de prazo, liquidez, emissor e taxa (% do CDI).

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O que é LCI e o que é LCA?

A LCI (Letra de Crédito Imobiliário) serve para captar recursos destinados ao mercado imobiliário, enquanto a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) direciona os valores para o financiamento de operações ligadas ao agronegócio.

Na prática, para o investidor pessoa física, essa diferença de lastro não altera o risco do papel. O que importa é que ambos são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e apresentam as mesmas regras de tributação e carência.

Principais diferenças na prática

A distinção mais visível entre os dois títulos aparece na oferta e na taxa paga ao investidor. Alguns bancos tendem a disponibilizar mais opções de LCI, outros concentram a emissão em LCA.

A remuneração também varia: quanto maior o prazo e a carência, maior costuma ser o percentual do CDI oferecido.

Outro ponto relevante é a liquidez. Em geral, tanto LCI quanto LCA possuem prazo mínimo de 90 dias e podem ser resgatados apenas no vencimento.

No entanto, alguns emissores liberam resgates antecipados após a carência, especialmente em prazos mais longos. Por isso, é essencial verificar as condições antes de investir.

Na tributação não há diferença: ambos são isentos de Imposto de Renda para pessoa física. Essa vantagem os torna mais competitivos do que CDBs com taxas semelhantes, já que a isenção pode garantir um rendimento líquido maior.

Como comparar LCI x LCA

A comparação deve começar pelo percentual do CDI oferecido. Como não há desconto de IR, a taxa nominal já é líquida, o que facilita a análise.

Se uma LCI paga 95% do CDI e uma LCA equivalente paga 93%, a primeira é mais vantajosa, desde que prazo e emissor sejam os mesmos.

Outro ponto é o perfil do banco emissor. Bancos médios e digitais costumam pagar taxas mais altas para atrair investidores, mas sempre respeite o limite de cobertura do FGC e diversifique entre instituições.

Prazo e carência também precisam ser levados em conta: uma taxa maior pode não compensar se você precisar do dinheiro antes do vencimento.

LCI x LCA — diferenças práticas e quando cada um se destaca
CritérioLCILCA
LastroImobiliárioAgronegócio
Tributação (PF)Isento de IRIsento de IR
GarantiaFGC até R$ 250 mil/inst.FGC até R$ 250 mil/inst.
Prazo/CarênciaGeralmente médio/alto; ver carênciaGeralmente médio/alto; ver carência
LiquidezPode ser só no vencimentoPode ser só no vencimento
Taxa (% do CDI)Varia por emissor/prazoVaria por emissor/prazo
Quando tende a ser melhor?Quando o banco oferece %CDI superior no mesmo prazoQuando a %CDI está mais alta que LCI equivalente
Compare sempre taxa, prazo, carência e emissor. Respeite o limite do FGC por instituição e diversifique.

Para facilitar, suponha duas aplicações com o mesmo prazo de dois anos em bancos diferentes: uma LCI pagando 95% do CDI e uma LCA pagando 98% do CDI.

Nesse caso, a LCA passa a ser mais vantajosa, mesmo que ambas tenham carência semelhante. O que define a melhor escolha não é o tipo do título, mas sim a taxa líquida efetiva somada às condições de resgate.

Quando a LCI tende a ser melhor

A LCI costuma ser a melhor opção quando o banco oferece um percentual do CDI superior ao da LCA disponível para o mesmo prazo. É uma alternativa interessante para quem não precisa de liquidez imediata e busca diversificação dentro do limite do FGC.

Quando a LCA tende a ser melhor

Já a LCA pode ser mais interessante quando apresenta remuneração maior que a LCI equivalente ou quando o investidor deseja diversificar entre emissores e setores.

Para quem aceita prazos mais longos, ela pode ser um complemento importante dentro da carteira de renda fixa.

Quem deve escolher LCI?

  • Quem não precisa de liquidez antes do prazo.
  • Quem encontrou % do CDI mais alto no mesmo prazo que as LCAs disponíveis.
  • Quem deseja diversificar entre emissores usando o limite do FGC.

Quem deve escolher LCA?

  • Quem encontrou taxa superior à LCI equivalente.
  • Quem busca diversificação setorial e de emissor dentro do limite do FGC.
  • Quem aceita prazo/carência em troca de melhor remuneração.

Conclusão

Em síntese, LCI e LCA são alternativas sólidas dentro da renda fixa, especialmente para quem busca segurança, previsibilidade e isenção de imposto de renda.

Na prática, não existe um título “melhor” universalmente: a escolha depende do prazo, da taxa oferecida, do emissor e das suas necessidades de liquidez.

Se o objetivo é diversificar investimentos e ampliar o rendimento líquido sem abrir mão da proteção do FGC, vale incluir essas letras de crédito na carteira.

Compare sempre as taxas, respeite os limites de garantia e mantenha uma estratégia equilibrada entre curto e médio prazo. Assim, você terá mais clareza para decidir se a LCI ou a LCA faz mais sentido para o seu perfil.

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José Carlos Sanchez Jr.

José Carlos Sanchez Jr.

Administrador de Empresas com MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atualmente é consultor financeiro e redator especialista em finanças.

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